terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Semana do vinho!


Hoje vou escrever sobre outro assunto que eu adoro tanto quanto decoração:
Vinho! 
Meu preferido é o Pinot Noir

Como o assunto é extenso, essa semana vou postar uma uva por dia, assim a matéria não fica cansativa! 

A Pinot Noir é considerada a uva mais difícil de cultivar e de difícil adaptação, mas também é considerada como a uva que produz os vinhos mais elegantes do mundo, sem deixar de mencionar que desta uva provém os vinhos com borbulhas mais interessantes do mundo todo, os Champagnes.


Esta uva tem uma grande diferenciação com as outras tintas nobres: ela não pode ser misturada com outras uvas (exceto nos Champagnes) tintas, já que, como a sua maior virtude é sua sutileza, fazendo parte de um blend ficam ocultadas atrás da opulência e potência das outras uvas tintas.

Uma característica importante da uva Pinot Noir é que ela tem uma mínima concentração de antocianinas (pigmento/cor) nas células da sua pele, portanto seus vinhos sempre têm um aspecto visual claro e algumas vezes quase rosado, o que por outro lado ajuda na sua característica e fama de produzir os vinhos mais sedosos e suaves do mundo – isto se deve aos seus taninos de textura muito aveludada, muito delicados.

Fora da Bourgogne, a Pinot Noir tem conseguido excelentes resultados nos Estados Unidos, onde Napa e Sonoma (em Califórnia) e Oregon são as regiões que mais se destacam. Em Nova Zelândia podem também se encontrar vinhos elaborados com uva Pinot Noir de altíssimo nível, principalmente os que provêm de Malborough, região vitivinícola localizada na parte norte da ilha do sul.

No caso da América do Sul, o Chile é o país que tem demostrado o maior avanço qualitativo com esta uva, e que tem ganhado grande destaque na última década. Isto principalmente devido à procura de climas mais frescos com influência marítima, o que favorece ao crescimento e à qualidade dos vinhos desta uva. Casablanca, localizada na metade do caminho entre Santiago e Valparaiso, é uma região já consagrada e com mais de uma dezena de produtores que têm tido muito sucesso com esta uva.


Já algo mais perto do oceano pacífico, na região de Sant Antonio, se encontra alguns dos Pinot Noir de maior qualidade deste país, o que se diferencia por seu caráter extremamente fresco e mineral. A mais recente região localizada a 400 quilômetros ao norte de Santiago, o Valle de Limarí, está também se destacando como um lugar muito interessante para a produção de grandes Pinot Noir.

A Argentina mesmo já tem se destacado com vinhos elaborados com esta uva e, embora que Mendoza seja considerada sua região emblemática já consolidada no mundo e amplamente conhecida pela Malbec, não tenha um clima apropriado para a produção desta uva (que gosta do frio). Os resultados na região do Rio Negro, na Patagônia Argentina, também são muito alentadores.

No Brasil, os produtores e vinícolas locais também têm manifestado certo interesse por esta variedade, e embora que todos concordem, nas dificuldades e alto custo de investimento em investigações, os resultados obtidos até agora no Rio Grande do Sul e na Serra Catarinense sugerem um futuro promissor.

Fonte: vinho e prosa. 


Se quiser experimentar e desfrutar de toda a elegância desta fascinante uva, deixo aqui a dica de três Pinot Noir que eu gosto muito:




Com o nosso clima curitibano toda a noite é ideal para uma taça de vinho! 

Beijos 


Anne Fortes

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Dez objetos para as casas do mundo por Carlos Solano

Mensagem do bem:
Apresento dez objetos para enriquecer a vida, dez objetos para melhorar o mundo.
O primeiro é um cesto vazio, logo à entrada da casa: recuperando uma tradição indígena, ali quem chega deposita as tensões antes de entrar e, ao sair, deixa seus melhores votos.



No centro de todas as casa, proponho a imagem de uma criança. Da própria infância, do filho ou do menino Deus. Para irradiar esperança e lembrar que é sempre possível recomeçar.


O melhor lugar para fazer uma galeria de fotos da família, o corredor, o coração de todas as casas.

Bem à mostra, na sala de visitas, um objeto inútil. Não falo de um quinquilharia qualquer. Falo do que não tem função, mas nos encanta e, por isso, estimula o bem-viver. Serve até uma pedrinha, desde que lembre uma pessoa ou um momento especial.


Uma guloseima. De que tipo? Tanto faz. Mas que seja doce e caseira. Para oferecer aos amigos e aos amores, para representar o que os índios chamam de txai – traduzindo, “A melhor parte de mim guardada em você”. Para adoçar a vida e ensinar que o prazer é uma dádiva que merecemos.




Um presente para si mesmo, para ser contem – plado ao despertar. Para lembrar que somos amados. Que somos dignos de receber nosso próprio amor.



Para a compreensão do destino, um móvel de madeira basta. Ele ensina que o destino e os acontecimentos da vida buscam nos esculpir para liberar o melhor de nós, assim como um tronco talhado em mobiliário revela novas qualidades.





As cores do arco-íris, ou uma prisma, na janela. Para avisar que o homem e a natureza se completam, se misturam e podem gerar infinitamente novas possibilidades.



Uma poltrona, onde possamos nos aquietar. “nada fazendo, a primavera vem e a grama cresce por si”, ensina o ditado chinês.



Minha preferida é essa da Mannes, desenvolvida pelo designer Roberto Mannes Jr. 


Uma janela que revele o céu. Que mostre que somos pequenos diante do infinito, mas que somos parte do infinito e, por isso, também somos grandes.




Uma vela para simbolizar o sol, a luz maior que nos guia, o destino superior que nos aguarda.



Antes de enviar objetos ao espaço, precisamos aprender a nos presentear. Mais importante é cuidar da terra e projetar ambientes que valorizem a vida. Afinal, do que mais necessitamos? Citando o poeta paraense Thiago de Mello , eu diria: “de um fragmento de canção, de uma leve lembrança de alvura, ou talvez apenas da sombra de uma ternura”.


Fonte: Carlos Solano (arquiteto e escritor, autor de livros de arquitetura e de Feng Shui).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Papel de parede e seus encantos...


Hoje vamos falar sobre um importante ícone, o queridinho no mundo da decoração, nosso tão usado papel de parede. Ele pode deixar seu ambiente sóbrio, sofisticado, descontraído - tudo depende do que você quer transmitir na sua decoração. Para um resultado satisfatório, alguns cuidados são necessários: se a altura até o teto for baixa, procure usar um papel com desenhos ou listras na vertical, pois isso dará a sensação de uma altura maior ao seu cômodo. Em lugares pequenos, procure usar estampas pequenas, pois assim a proporção ficará adequada. 
Quanto ao papel de parede de uma só cor ou estampado, essa é uma questão pessoal. Eu, por exemplo, costumo utilizar as texturas lisas em lugares como sala de jantar, estar e TV; já na suite, closet e lavabos, procuro usar estampas ou listras, compondo a decoração também com quadros, espelhos e outros objetos. 
Basicamente há 3 tipos de papel de parede, tradicional, TNT e vinílico. Confira abaixo as especificidades de cada um deles:
PAPEL DE PAREDE TRADICIONAL
Material: Composto por celulose (papel). Aspecto: Aspecto liso, diversos padrões de decoração. Local: Locais secos e sem grande circulação Parede: Parede lisa. Limpeza: Limpar com pano úmido
PAPEL TECIDO-NÃO-TECIDO (TNT) 
Material: Constituído por fibras de poliéster e celulose. Resiste bem à umidade. Aspecto: Aspectos diversos, sempre imitando um tecido. Local: Locais secos e úmidos. Parede: Pode ser aplicado em parede irregular. Limpeza: Lavável com detergente.
PAPEL VINÍLICO E VINÍLICO EXPANDIDO 
Material: Constituído por material vinílico (PVC). Maior resistência e impermeável. Aspecto: Pode adotar aspecto brilhante, matificado, metálico e com relevo Local: Locais secos e úmidos. Parede: Pode ser aplicado em parede irregular. Camuflando pequenas irregularidades. Uso em locais de intensa circulação. Limpeza: Pano úmido com água morna.Pode-se esfregar com moderação.
Onde comprar: a sugestão é comprar em uma loja especializada, mas com ajuda de um profissional, pode ser adquirido em lojas como Balaroti e Leroy Merlin.
Alguns cuidados na hora da compra: Se for comprar mais de um rolo, é preciso atentar ao número de lote, que deve ser o mesmo, e também ao número de corte, que deve ser sequencial. 
Como calcular a quantidade: Vamos considerar o rolo com 53cm por 10 metros de comprimento, que é o mais encontrado à venda. Em geral, estão disponíveis os lisos, listrados e estampados. Basta calcular a altura da parede (pé direito) e multiplicar pela largura das paredes (metragem linear), dividindo então por 4,5 (caso seja papel liso ou listrado) ou por 4 (caso seja papel estampado)
Preço: O preço dos papéis de parede varia muito. É possível encontrá-los a partir de R$ 120,00 até R$ 1.500,00 dependendo do fabricante do papel. Há também as opções mais sofisticadas, como o papel bordado a mão, que custa R$ 7 mil o metro quadrado.
Instalação: Requer habilidade e muito conhecimento, por isso é recomendável a contratação de um profissional capacitado para a aplicação. 
Para encher seus olhos separei algumas imagens, confiram aqui comigo!












Dúvidas? Deixe-as aqui, logo que possível eu respondo. 
Beijos 
Anne Fortes